O tratamento de esgoto é uma medida de saneamento básico essencial para a garantia da saúde e da qualidade de vida da população. Por meio deste serviço são afastados os riscos de contaminações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental (DRSAI) e preservados os rios e mananciais dos municípios. Em Santa Gertrudes, o tratamento de esgoto é um serviço executado pela concessionária BRK, por meio da operação de uma estrutura que contempla uma Estação de Tratamento de Esgoto, quatro unidades de bombeamento e cerca 80,6 mil metros de redes coletoras que transportam o esgoto dos imóveis até às unidades de tratamento.
Por dia, em média, 3,2 milhões de litros de esgoto são recebidos in natura na estação da BRK em Santa Gertrudes, tratados e devolvidos adequadamente aos rios do município. Desde 2012, com o serviço universalizado - o que significa que 100% do esgoto gerado nos imóveis da cidade recebe tratamento antes de retornar ao meio ambiente – o município se destaca numa condição bastante expressiva em relação ao comparativo nacional.
Segundo o Ranking do Saneamento 2024, elaborado pelo Instituto Trata Brasil com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – ano-base 2023), o Brasil trata apenas 51,8% do esgoto gerado. Além disso, 44,8% da população ainda não possui acesso à coleta de esgoto, refletindo impactos negativos à saúde, ao meio ambiente e ao desenvolvimento socioeconômico.
Embora o estudo se concentre nos 100 maiores municípios do país, os resultados de Santa Gertrudes mostram um desempenho superior à média nacional e destacam a cidade no cenário do saneamento básico no Brasil.
O gerente de operações, Alexandre Leite, explica que as exigências ambientais, cada vez mais rigorosas, têm demandado processos de tratamento também cada vez mais complexos e eficazes.
“Santa Gertrudes tem um sistema responsável e eficiente, resultado de décadas de planejamento, investimento e de uma operação diária comprometida com a excelência. Os números comprovam isso e validam o esforço coletivo em promover saúde, qualidade de vida e sustentabilidade para toda a população”, destaca.
O processo de tratamento no município tem uma eficiência média de 87% na remoção de matéria orgânica, medida por meio da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). Esse índice está acima dos 80% exigidos pela legislação, o que representa ganhos diretos para o meio ambiente e para a qualidade da água devolvida à natureza.
“Esse resultado é fruto de um trabalho contínuo feito por uma equipe que se dedica a garantir a preservação dos recursos hídricos e a qualidade de vida da população”, destaca o gerente.